“INTERDITO PROIBITÓRIO É UM REFLEXO DO PENSAMENTO CONSERVADOR DA BURGUESIA E REFORÇA A EXPLORAÇÃO DO TRABALHO”

 

O Sindicato dos Comerciários de Fortaleza através de sua Coordenação  Jurídica realizou na tarde de ontem, terça-feira (12), na sede da entidade,  uma palestra sobre “Interdito Proibitório” com o ex-presidente nacional da Ordem  dos Advogados do Brasil-OAB e atual presidente da Comissão Especial de  Mobilização para a Reforma Política do Conselho Federal da Ordem dos Advogados, Dr. Cezar Britto, ministrou a palestra, que destacou a exploração do trabalho e a competitividade das empresas.

 

Na mesa de abertura contou com a presença do presidente do Sindicato dos Comerciários, Sr. Francisco Gonçalves Monteiro, que na ocasião agradeceu a presença de todos e todas e destacou o papel dos sindicalistas “Nosso dever é solucionar os problemas de conflitos entre empresa e empregado, o direito de greve vem sendo extremamente prejudicado…” reforça Gonçalves em sua explanação.

 

Regulamentado pela Constituição de 1988, o direito de greve foi uma das  maiores conquistas dos trabalhadores e, consequentemente do movimento  sindical nos últimos 20 anos. Porém, se no passado, a prática era considerada ilegal, hoje há um instrumento que vem ferindo este direito dos trabalhadores como explica o Dr. Cezar Britto, para ele, o interdito proibitório é um atentado aos trabalhadores (as), só serve para condenar os dirigentes sindicais, e  reforçar a exploração da riqueza dentro da capital “Não se ensina direito  sindical nas faculdades, porque, quanto mais conhecemos o nosso direito,  mais lutamos por ela”. “O movimento precisa de unidade de classe, o interdito proibitório é um reflexo do pensamento conservador da burguesia, é o imperialismo da elite brasileira. Com a burocracia da justiça do trabalho, é impossível dispensar a presença dos advogados porque dificulta o processo,  além disso, a CLT é “velhinha”, é “caduca” só faz revogar, flexibilizar os direitos  dos trabalhadores (as).

 

O advogado reforçou ainda, a importância da luta dos sindicalistas dentro dos órgãos judiciais “os sindicatos precisam intensificar a luta também dentro dos juizados especializados, na justiça do trabalho.  Angariar espaços e autonomia sindical”. Disse Cézar Britto.

 

O evento contou com a presença da presidente da Comissão de Direito do  Trabalho, Katianne Wirna, que ressaltou: “É preciso intensificar e consolidar o posicionamento da lei do trabalho…”

 

Além dos advogados, Dr. Fabrício Gonçalves, presidente da ABRAT, Dr. Francisco José Gomes, Desembargador Regional do Trabalho e Eugênio Vasques – Advogado do Trabalho.